Ezequiel – A Parábola da Videira e das duas Águias

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     Aqui Ezequias, após vir a ele a palavra do Senhor, fala a respeito de duas grandes águias. A primeira veio ao Líbano, pegou a ponta de um cedro e plantou num local, numa terra de negociantes, numa terra muito fértil. A videira cresceu produzindo ramos e frutos.

     Outra videira fez o contrário, quando sobre si uma águia passou, ela mesma arrancou suas raízes e ofereceu-se à ave, para que ela a regasse, sem reconhecer que já estava plantada numa terra preciosa.

     A visão, depois explicada pelo Senhor, refere-se a Nabucodonosor, a primeira ave, que levou o melhor de Israel para Babilônia, não importunando o povo, dando liberdade para negociar e crescer.

     A segunda ave é o Egito, onde a videira (Judá) procurou socorro, quebrando a aliança que Babilônia fizera. Para Deus, Israel quebrou com isso a palavra de Deus, porque no antigo oriente, quando eram realizados acordos e alianças entre os povos, os deuses dos povos eram representados também nas solenidades, através dos sacerdotes. Quando Nabucodonosor levou o melhor de Israel cativo, fez aliança e deixou o Rei Zedequias na terra. Este se rebelou e mandou cartas ao Egito para vir socorrê-lo. Posteriormente, Nabucodonosor invade novamente Jerusalém e com seus exércitos, acampa em Memphis, no Egito, conquistando toda casa de Faraó.

     Na terra, a respeito de Israel, havia o seguinte provérbio:

– “Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotoaram?”

     A lógica continha a idéia da maldição hereditária, ou seja, o pai comete uma transgressão e as gerações futuras também pagam pelo pecado cometido. O pai comeu uva, mas também sujou o dente do filho?

      Ezequiel levanta-se contra esta doutrina popular e injusta, afirmando a retribuição individual particular e não coletiva ou hereditária,

Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. Ez 18.4

A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a perversidade do perverso cairá sobre este. Ez 18.20

     Esta afirmação esclarece uma eventual dúvida, que existe nos dias de hoje; o fato da maldição ou macumba feita a pessoa, se esta obra realizada é válida ou não. Se macumba pega ou não.

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22:6

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