Crentes do fundamentalismo ocidental

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Desde de 2009 anda passeando pela internet, primeiro pelos e-mails e agora nas redes sociais, uma mensagem que podemos sem medo de chamar de “fundamentalismo ocidental”.

Veja abaixo um resumo da mensagem:

A Pedofilia do Hamas

Em um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

Enquanto a imprensa exalta os “lutadores da liberdade do Hamas”, os “rebeldes”, ou então o PT e demais organizações de esquerda no Brasil dão apoio integral ao mesmo (conforme nota do secretário geral do partido, Valter Pomar durante a época do conflito), o mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.

A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo “De Olho Na Mídia” (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).

Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas, foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada. “Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade”, Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia. Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas. As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.

“Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra”, discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.

O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta Terra e quase todas em países muçulmanos. Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.

Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.

Talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia.

Esta é a história que a mídia não conta, que o mundo se cala e não quer ver, ou que não querem que você saiba. Mas agora você está ciente, não tem mais jeito! Vai ficar calado? Cobre os veículos de mídia, aja! Se você não fizer nada, ninguém poderá salvar estas vítimas inocentes do inferno do Hamas e similares.

Publicado por “De Olho na Mídia” com o título “A História Oculta do Mundo: a pedofilia do Hamas”.

casamento hamas

Em relação à essa mensagem, analisemos:

  1. É claro que a imprensa séria não noticiou essa gravidade, simplesmente porque é falsa e caluniadora.
  2. Vocês podem encontrar a fonte original em www.paltelegraph.com/palestine/gaza-strip/1319-hamas-holds-collective-marriage-ceremon. É um jornal da Palestina com relações exteriores e com grupos de Direitos Humanos. Se não conseguirem ler em inglês, existem algumas bandeiras no canto direito para o google fazer a tradução em espanhol ou italiano.
  3. Resumindo a notícia, se trata de um casamento em massa feito entre as viúvas e os cunhados dos falecidos no combate contra Israel. As meninas que aparecem na foto são apenas as “daminhas”, a maioria filhas das viúvas. Como em Israel no Antigo Testamento, na Palestina também existe a tradição da lei do Levirato, ou seja, o casamento do irmão do falecido com a cunhada.
  4. Um minuto de pesquisa no google e é possível saber a verdade. Porém, a nossa preguiça e o deslumbramento com notícias trágicas nos impedem de saber tal verdade.
  5. Conforme disse acima a respeito da paranóia, o paranóide Phd Paul L. Williams, criou um blog que falta pouco para se parecer com aqueles sites que fazem apologia ao neo-nazismo. O seu blog thelastcrusade.org é uma peça típica do ódio destilado contra a tradição islâmica. Aliás, não por acaso o seu blog se chama “The Last Crusade” (A Última Cruzada), como se estivesse em plena Idade Média.
  6. Já o “De Olho Na Mídia” é ainda mais engraçado. Eles dizem que são contra a mídia tendenciosa. Pois entre lá e veja você mesmo. Sem nenhum critério, põe tudo que pode ter algum sensacionalismo estrangeiro.
  7. “Coitado” do Aiatolá Khomeini, deve ter umas “costas” bem largas para ganhar a culpa por ser “talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século”, como diz o texto. Nem vivo está para se defenser. Pior: quem lê acha que o Aiatolá representa todos os muçulmanos. O Papa representa todos os cristãos? Falando em Papa, pastores e cia limitada, a pedofilia vai solta por aqui também.
  8. A única fonte séria que você pode confiar na mensagem é o Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres. De fato, muitas são as informações sobre a violência contra as mulheres em vários países muçulmanos. Mas cuidado, dizer desse modo, pode dar a impressão que só lá acontece isso. O site não confirma tal falácia.
  9. Enfim, chamamos esse tipo de notícia falsa de fundamentalismo ocidental porque se engana quem acha que isso é coisa que só encontramos no oriente muçulmano. Lá, pelo menos, eles tem legitimação na religião, aqui, ao contrário, e para a nossa maldição, o nosso fundamentalismo é, muitas vezes, legitimado por uma falsa concepção de direitos humanos. Mas não podemos deixar de observar que muito do que chamamos de direitos humanos são na verdade direitos ocidentais e fundamentalistas, muitas vezes propagados por cristãos. Direitos que medem os direitos dos outros pelos nossos e, tanto como lá, não dialogam, não discutem, não permitem o conflito interno. Isso é anti-inteligente, pois aceitamos os nossos paradigmas como se eles fossem universais, como se tivessem caído do céu prontos e acabados.

Nos gabamos muito de nossa civilidade, de nossa cultura superior e letrada, mas nos esquecemos que também produzimos morte, injustiça, fome, violência etc. Não são as mulheres, as crianças, as famílias ou as sociedades dos outros apenas que estão em perigo ou que nos provocam o perigo, as nossas também; o inimigo não mora ao lado, mora dentro.

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